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Investimento e Ações & Artigos e Links Interessantes cbojlesen em 02 Jun 2009
Artigo na Newsletter Value Investing Brasil - Paraná Banco
Saiu recentemente na Newsletter da Value Investing Brasil um artigo nosso sobre uma das empresas que acompanhamos com atenção.
Vale lembrar que quando sugerimos o Paraná Banco como uma das grandes pechinchas da Bovespa a ação estava em R$ 3,40 (data em que submetemos o artigo). Após uma performance substancial ao longo desse ano, talvez o banco tenha perdido o posto de grande pechincha do mercado, mas ele ainda trará muitas alegrias à médio e longo prazo.
Segue o link para o artigo:
Bojlesen Capital - Artigo NVIB - PRBC4 - Abril 2009.pdf
Para maiores informações sobre o trabalho da Value Investing Brasil, incluindo o Congresso e a Newsletter, recomendamos acessar o site: http://www.valueinvestingbrasil.com
Christian Bojlesen
Bojlesen Capital
Investimento e Ações cbojlesen em 10 Out 2008
A História (mais longa) do Minério de Ferro
Apesar da imensa exposição de investidores, e da economia brasileira é raro ver uma série histórica dos preços do Minério de Ferro. Então incluimos a seguir um gráfico compilado à partir de dados do FMI (Fe 67,55% contratado para Europa, FOB Ponta da Madeira, em centavos de dólar por dry metric tonne unit).
Obviamente a primeira coisa que se nota é que ela é um tanto quanto ‘peculiar’ (nada como um eufemismo). O aumento também é facilmente observado em outros insumos da cadeia do aço (como o carvão metalúrgico). Mas o motivo do aumento fica fácil de notar no próximo gráfico.
E realmente não é nenhum mistério, é um fato sabido que o crescimento da China tem sido o grande propulsor do minério de ferro. O que é um mistério é o pouco acompanhamento do maior cliente das mineradoras (como os últimos números da CLSA, o BDI, relatório de empresas de frete marítimo, entre outros indicadores).
Como disse Yogi Berra uma vez “o que não pode continuar pra sempre, eventualmente vai parar”.
Christian Bojlesen
Bojlesen Capital
Investimento e Ações cbojlesen em 07 Out 2008
O Crash de 1929 e As Décadas Perdidas
O texto a seguir pode dar margem para dúvidas, então é importante frisar que o gráfico e texto abaixo são um mero exercício mental, e que não estamos na área de previsões cataclísmicas.
De qualquer forma segue um gráfico (em escala logaritmica) do Dow Jones Industrials entre Janeiro de 1929 (o ano do Crash) até Dezembro de 1954 (não está muito fácil de ler o gráfico).
Muito se houve falar sobre como no longo prazo a bolsa é o melhor dos investimentos. No entanto, foram necessários praticamente 25 anos para o Dow Jones Industrials voltar ao mesmo nível anterior ao Crash de 1929. Vinte e cinco anos sem qualquer ganho e de muitas noites mal dormidas por investidores.
Existem vários outros exemplos de períodos prolongados onde a bolsa permaneceu estagnada. Muito dificilmente a crise atual tomará a mesma proporção. É muito fácil se esquecer da dimensão da Grande Depressão (peak-to-bottom): queda de 45% no PIB americano (GDP), um índice de desemprego superior a 30% e uma queda de quase 90% nas Bolsas. Nem os mais pessimistas esperam que a crise financeira afete a economia em proporção parecida. Mas o ponto é, que em momentos de deslocamentos significativos de mercado, nem mesmo o buy and hold e investimento a longo prazo são garantia de retornos.
Como lembrou recentemente Jim Grant (Grant’s Interest Rate Observer) numa palestra em Columbia, até mesmo Ben Graham pai do value investing, chegou a defender, após a recessão de 1937, que se evitasse investimentos em ações (apesar de na época o dividend yield das ações estarem muito superiores aos retornos de títulos públicos).
A única alternativa para uma experiência menos dolorosa é a combinação de um horizonte de longo prazo com uma rígida disciplina de investimento. Não basta apenas ter paciência e capacidade de segurar seus investimentos por muito tempo, é também essencial saber comprar.
Christian Bojlesen
Bojlesen Capital
Investimento e Ações cbojlesen em 19 Mai 2008
Cobertura do Encontro Anual da Berkshire Hathaway 2008
No dia 04 de maio de 2008, foi realizado o o Encontro Anual da Berkshire Hathaway, sob o comando de Warren Buffett e Charlie Munger. Cada vez mais tradicional e popular, o encontro contou com um recorde de 31000 pessoas lotando o Qwest Center e centro de convenções anexo. Durante 6 horas tanto Warren quanto Charlie responderam uma série de perguntas indo de transporte público à instrumentos derivativos e a sucessão na Berkshire Hathaway.
Informações mais detalhadas sobre a cobertura do evento você pode encontrar aqui no arquivo abaixo:
Encontro Anual da Berkshire Hathaway 2008.pdf
Christian Bojlesen
Bojlesen Capital
Investimento e Ações cbojlesen em 13 Mai 2007
Afinal qual o índice Preço / Lucro (P/L) do Índice Bovespa?
Richard Feynman, prêmio Nobel de Física em 1965 e provavelmente o melhor professor do assunto que já existiu, dizia “Não se engane ou deixe enganar, e lembre-se que você é a pessoa mais fácil de ser enganada”.
No espírito dessa nobre e sábia recomendação analisaremos as constantes menções na imprensa especializada de como o índice Bovespa, medido pela sua relação Preço / Lucro, está barato. O que é impressionante dado que a exatos 5 anos atrás estava fechando em torno de 12 mil pontos, e na última sexta fechou quase em 51 mil. Será que apesar da performance meteórica do índice Bovespa, ele ainda se encontra subvalorizado de acordo com seu P/L?
Claro que o P/L como método de precificar ativos tem várias falhas, a maior delas a de ser uma medida linear para um fenômeno essencialmente exponencial, ignorando o fator crescimento (pra quem estiver contando existem outras sérias falhas como não capturar diferenças de riscos e usar lucro líquido, que nem sempre corresponde ao fluxo de caixa real da empresa).
O P/L é uma heurística, uma regra simplificada, com suas limitações; mas apesar delas tem sua utilidade em alguns casos. Mas, afinal, qual o nível das ações do índice Bovespa, medido pelo P/L?


